Tipos de uva: Viognier

Nossa terça-feira vai celebrar uma uva branca: a Viognier. De origem desconhecida, acredita-se que ela foi levada para a Europa por Marco Aurélio Probo em 281 d.c., pois o imperador investiu especialmente em ações para estimular a viticultura. Outras fontes supõem que ela é originária do norte do Rhône (França), onde gera os delicados vinhos Château Grillet e Condrieu.

A Viognier já foi bastante cultivada, mas em 1965 a espécie foi quase extinta. Apesar de sua qualidade, seu cultivo é considerado difícil por seu baixíssimo rendimento e sua colher só poder ser realizada quando a uva já está madura. Outra questão é que a parreira da viognier só começa a acertar o seu pico após 15-20 anos.

Ela se adapta a regiões quentes, com muita luz, como no caso da África do Sul, Nova Zelândia, Austrália, alguns locais dos Estados Unidos, Mendoza, na Argentina e dos principais vales chilenos centrais. Na América do Sul, é cultivada na Argentina, Chile, Brasil e Uruguai. Essa adaptação também define sua complexidade de descritivos aromáticos, relacionados a frutas muito maduras e açucaradas, como ananás amarelinho, maracujá, mangas etc.

Em geral, esta uva produz brancos secos, de médio corpo, de moderada acidez, alto teor alcoólico, com um perfume forte floral, que são melhores apreciados jovens. É, nos melhores casos, raros brancos de estrutura e longevidade, ao lado dos grandes vinhos de Chardonnay.

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